Fotografia de Fuinha (Martes foina)MustelídeosPouco Preocupante

Fuinha

Martes foina

Foto: UnsplashUnsplash License

Martes foina — Nomes comuns: fuinha, papalva, papalvo

Mais adaptável que a sua congénere a marta, a fuinha é frequentemente encontrada nas proximidades de habitações humanas e em edifícios rurais abandonados.

Habitat
Zonas florestais, áreas rochosas e edificações rurais
Dieta
Frutos, pequenos mamíferos e insectos
Família
Mustelídeos

Descrição

Carnívoro de tamanho mediano, de coloração castanha com uma mancha peitoral de cor variável de branco a creme que se estende até à zona inicial das patas anteriores. Apresenta hábitos nocturnos. A presença é detectável por excrementos contorcidos em ponta — colocados em caminhos ou latrinas — e por pegadas com 5 marcas de dedos dispostas em semicírculo com garras visíveis.

Habitat

Ocorre em zonas florestais, sistemas agro-silvo-pastoris e matas ripícolas, com preferência por áreas em mosaico. Pode também utilizar zonas antrópicas (celeiros e pilhas de cortiça como locais de repouso). Como locais de refúgio utiliza cavidades naturais de sobreiros, azinheiras e carvalhos, silvados e edificações humanas. Em Portugal, os territórios têm em média 2,6 km², com densidades de 0,91–1,25 ind./km².

Alimentação

Generalista em termos de dieta: inclui artrópodes, roedores, frutos silvestres (como amoras) e frutos cultivados (como figos). Solitária, maioritariamente nocturna e com hábitos arborícolas.

Reprodução

Os acasalamentos verificam-se maioritariamente em junho-julho. Devido à implantação diferida, os nascimentos das crias apenas acontecem em março-abril do ano seguinte. A ninhada tem geralmente 3 a 4 crias, cegas ao nascer. O desmame ocorre às 8 semanas e os juvenis permanecem com a mãe mais 8 a 10 semanas. A maturidade sexual é atingida entre 1 e 2 anos.

Estatuto de Conservação

Classificada como Pouco Preocupante (LC) pelo Livro Vermelho dos Mamíferos de Portugal Continental (2023). A população é estimada entre 1 500 e 1 700 indivíduos maturos, compondo uma única subpopulação com tendência estável. Incluída no Anexo III da Convenção de Berna.

Ameaças

O principal factor é a degradação e conversão dos ecossistemas nativos para monoculturas florestais (eucaliptais) ou agrícolas (olivais super-intensivos). A mortalidade direta por atropelamento e a utilização de métodos não seletivos de controlo de predadores constituem pressões adicionais. Os incêndios florestais e as alterações climáticas poderão reduzir a quantidade de recursos disponíveis.

Última atualização: Abril de 2026