Fotografia de Doninha (Mustela nivalis)MustelídeosPouco Preocupante

Doninha

Mustela nivalis

Foto: gwynmwilliamsCC BY 4.0

Mustela nivalis — Nome comum: doninha

O menor carnívoro da Europa, especialista na caça de roedores em qualquer fissura ou galeria subterrânea.

Habitat
Alta plasticidade; prefere estruturas lineares como muros, sebes e vegetação ripícola
Dieta
Roedores preferencialmente; machos consomem também coelho-ibérico
Família
Mustelídeos

Descrição

De corpo cilíndrico e membros curtos, é o menor carnívoro europeu. A pelagem é uniforme, castanha no dorso e branca no ventre. As variedades do norte e leste da Europa tornam-se brancas no inverno. Apresenta dimorfismo sexual acentuado — os machos são muito maiores que as fêmeas. Os excrementos são pequenos, compridos e retorcidos, frequentemente depositados em muros de pedra. As pegadas, muito pequenas, mostram geralmente 5 dedos alongados com garras.

Habitat

Espécie com alta plasticidade ecológica, utiliza estruturas lineares da paisagem — muros de pedra, sebes e vegetação ripícola — como corredores. Evita meios abertos. A distribuição é generalizada mas com descontinuidades.

Alimentação

Alimenta-se preferencialmente de roedores. As fêmeas, de menor porte, exploram as galerias subterrâneas das presas; os machos, maiores, consomem também coelho-ibérico. Geralmente solitária e activa tanto de dia como de noite.

Reprodução

As crias nascem entre Abril e Maio, podendo haver uma segunda ninhada em Julho–Agosto em anos de grande abundância de alimento. A gestação dura 34 a 37 dias e cada ninhada tem 4 a 6 crias, que atingem a maturidade sexual aos 3–4 meses.

Estatuto de Conservação

Classificada como Pouco Preocupante (LC) pelo Livro Vermelho dos Mamíferos de Portugal Continental (2023). A distribuição é generalizada mas com descontinuidades, e as densidades populacionais são extremamente variáveis (2 a 19 ind./100 ha), dependendo da disponibilidade de presas. Incluída no Anexo III da Convenção de Berna.

Ameaças

Os principais factores de ameaça são a intensificação agrícola (que reduz a disponibilidade de refúgio e presas), os atropelamentos, a infestação pelo parasita Skrjabingylus nasicola, o uso de rodenticidas e as alterações climáticas.

Última atualização: Abril de 2026