Fotografia de Visão-americano (Neovison vison)MustelídeosInvasora

Visão-americano

Neovison vison

Foto: UnsplashUnsplash License

Neovison vison — Nome comum: visão-americano

Espécie invasora originária da América do Norte, introduzida acidentalmente na Europa a partir de quintas de produção de peles.

Habitat
Habitats ripícolas e margens de lagos e estuários
Dieta
Peixes, crustáceos, aves, roedores e anfíbios
Família
Mustelídeos

Descrição

Carnívoro de pequeno tamanho, com corpo alongado, focinho arredondado, patas curtas e orelhas arredondadas e pequenas. A pelagem é uniforme, castanho muito escuro, quase preta, com excepção do queixo e garganta, que são brancos. A cauda é volumosa com cerca de metade do comprimento do corpo. Possui membranas interdigitais que facilitam a locomoção em meio aquático. As glândulas anais produzem um odor forte e desagradável.

Habitat

Semi-aquático, associado a rios, ribeiras, lagos, albufeiras e zonas costeiras com cobertura vegetal ripícola abundante. Em Portugal, está presente em todas as bacias hidrográficas a norte do rio Douro, estando em expansão para o sul.

Alimentação

Carnívoro territorial e solitário, de hábitos nocturnos e crepusculares, com dieta variada: invertebrados aquáticos (incluindo o lagostim-vermelho-americano), peixes, roedores, coelho-bravo, aves aquáticas, anfíbios e molúscos. É um verdadeiro oportunista que explora as presas mais abundantes em cada momento.

Reprodução

Embora o acasalamento possa ocorrer em qualquer mês do ano, é mais comum de Fevereiro a Maio. A espécie tem implantação retardada que pode durar 13 a 50 dias. A gestação dura cerca de 4 semanas e cada ninhada tem 4 a 7 crias, que saem das tocas ao fim de cerca de 6 semanas e dispersam às 13–14 semanas.

Estatuto de Conservação

Classificado como Não Aplicável (NA) — espécie não-indígena, avaliada no Livro Vermelho dos Mamíferos de Portugal Continental (2023). A introdução na Europa ocorreu a partir dos anos 50 do século XX através de fugas e libertações de quintas de produção de peles; em Portugal foi detetado pela primeira vez em 1985 no rio Minho. Atualmente abundante e em expansão para sul.

Ameaças para a Fauna Nativa

A expansão do visão-americano tem efeitos negativos sobre espécies autóctones: predação do rato-de-água, aves aquáticas e toupeira-de-água, competição com carnívoros nativos (toirão, lontra) e transmissão de patólogos. É considerado uma das espécies invasoras mais problemáticas da Europa.

Última atualização: Abril de 2026