Fotografia de Arminho (Mustela erminea)MustelídeosInformação Insuficiente

Arminho

Mustela erminea

Foto: Justin PhilboisCC0

Mustela erminea — Nome comum: arminho

Também conhecido como o ermínio — a sua pelagem branca invernal era usada em mantos de cerimónia pelos reis europeus.

Habitat
Biótopos húmidos: lameiros de montanha, galerias ripícolas e sapais
Dieta
Principalmente roedores dos géneros Microtus e Arvicola
Família
Mustelídeos

Descrição

Carnívoro de pequeno tamanho, com dorso castanho mais ou menos escuro ou arruivado e ventre branco quase puro. A cauda é maior que a da doninha e termina num pincel negro. A linha de separação entre o castanho do dorso e o branco do ventre é sempre rectilínea. No Inverno, a pelagem torna-se parcial ou integralmente branca, conservando sempre o pincel negro na ponta da cauda. Apresenta marcado dimorfismo sexual, sendo os machos maiores que as fêmeas.

Habitat

Esta espécie encontra-se em biótopos húmidos: lameiros de montanha, galerias ripícolas e sapais. Evita florestas densas e zonas áridas. Em Portugal, distribui-se no nordeste do país (serras do norte), representando o limite sudoeste da distribuição europeia.

Alimentação

Alimenta-se principalmente de roedores, em especial dos géneros Microtus e Arvicola. Tem actividade tanto diurna como nocturna. Machos e fêmeas defendem territórios separados fora da época de reprodução.

Reprodução

O acasalamento ocorre em Maio–Junho. Devido à implantação diferida dos embriões, os nascimentos só se verificam em Março–Abril do ano seguinte. Têm uma ninhada anual de 5 a 12 crias; os juvenis atingem a maturidade sexual aos 12 meses. A esperança de vida é de cerca de 1,5 anos, podendo atingir 10 anos.

Estatuto de Conservação

Classificado como Informação Insuficiente (DD) pelo Livro Vermelho dos Mamíferos de Portugal Continental (2023). Apenas 2 registos de presença confirmados desde 2011 (Montalegre e Mogadouro), com área de ocupação estimada em apenas 4 km² e declínio suspeitado. Portugal situa-se no limite sudoeste da distribuição europeia, tornando as populações locais especialmente vulneráveis. Incluído no Anexo III da Convenção de Berna.

Ameaças

As principais ameaças são a destruição dos habitats ripícolas, o abandono rural e a intensificação agrícola. A presença e expansão do visão-americano pode exercer pressão competitiva sobre esta espécie. As alterações climáticas constituem uma ameaça adicional, podendo reduzir ainda mais a disponibilidade de habitats adequados.

Última atualização: Abril de 2026