CanídeosPouco PreocupanteRaposa
Vulpes vulpes
Vulpes vulpes — Nome comum: raposa
O carnívoro mais comum e generalista de Portugal, símbolo da inteligência e adaptabilidade.
- Habitat
- Adaptável a quase todos os habitats, incluindo zonas urbanas
- Dieta
- Omnívora: roedores, frutos, aves, insectos e carniça
- Família
- Canídeos
Descrição
Carnívoro de médio porte, geralmente castanho-avermelhado, com orelhas erectas e pontiagudas de parte de trás preta. A cauda é comprida e espessa, com pelos brancos na extremidade. O focinho é esguio, geralmente com lábio superior branco. Embora seja um dos carnívoros mais comuns em Portugal, a sua observação é difícil devido aos hábitos crepusculares e nocturnos. Os indícios de presença incluem pegadas ovais, excrementos em pedras ou tufos de vegetação — frequentemente contendo pêlo, penas, insectos ou sementes de frutos.
Habitat
Espécie generalista que ocupa uma diversidade de habitats quase ilimitada, desde zonas costeiras até zonas montanhosas. Tem preferência por matagais em mosaico, florestas e campos agrícolas, mas adapta-se igualmente a ambientes suburbanos e urbanos.
Alimentação
Omnívora e oportunista, procura as presas mais abundantes em cada momento. Seleciona coelho-bravo quando está disponível; na sua ausência alimenta-se de pequenos mamíferos, aves, frutos, sementes e insectos. Pode escavar tocas ou aproveitar as de coelhos e texugos.
Reprodução
Os acasalamentos ocorrem entre Dezembro e Fevereiro. A gestação dura 52–53 dias e os juvenis nascem entre Março e Maio com pelagem castanho-escura. Ambos os progenitores cuidam das crias. Os jovens tornam-se completamente independentes no Outono seguinte ao nascimento.
Estatuto de Conservação
Classificada como Pouco Preocupante (LC) pelo Livro Vermelho dos Mamíferos de Portugal Continental (2023). A população portuguesa é estimada entre 7 299 e 39 456 indivíduos maturos, com uma densidade de 0,7 a 4 ind./km² e tendência estável. Por ser espécie cinegética, pode ser caçada durante o período venatório e está sujeita a controlo de abundância em zonas de caça especial.
Ameaças
Os principais factores de ameaça são os atropelamentos, as medidas de controlo de predadores em zonas de caça, as doenças (sarna, esgana e raiva) e a homogeneização da paisagem por monoculturas de eucalipto que reduzem os recursos disponíveis.
