HerpestídeosPouco PreocupanteSacarrabos
Herpestes ichneumon
Herpestes ichneumon — Nome comum: sacarrabos
O único representante europeu da família Herpestidae e o único mongoosee nativo da Europa, provavelmente introduzido na Península Ibérica na Antiguidade.
- Habitat
- Maquis mediterrânico denso, corredores ripícolas, silvados e matos xerofíticos
- Dieta
- Principalmente mamíferos; também répteis, anfíbios, aves, ovos e invertebrados
- Família
- Herpestídeos
Descrição
Carnívoro de médio porte com corpo alongado e membros curtos. A pelagem é castanho-acinzentada com um aspecto levemente malhado (cada pêlo apresenta anéis de cor clara e escura alternados). A cauda é longa, terminando numa ponta escura. Possui glândulas odoríferas anais que usa para marcação territorial. Os seus excrementos são depositados em latrinas e as pegadas mostram 5 dedos com garras não retrácteis.
Habitat
Evita áreas abertas, preferindo vegetação densa: ambientes de maquis mediterrânico, corredores ripícolas, silvados e matos xerofíticos. Atualmente, reconhecida como espécie residente e nativa, ocorre em todo o país à exceção da região noroeste, com a população em fase de expansão de sul para norte e do interior para o litoral.
Alimentação
Predador generalista e oportunista. Captura principalmente mamíferos, mas preda também répteis, anfíbios, invertebrados, aves, ovos, peixes, frutos e cariça. O consumo de presas varia com a idade, sexo e estação do ano. Principalmente diürno e crepuscular.
Reprodução
Tem 1 a 2 ninhadas por ano, cada uma com 2 a 4 crias. A gestação dura cerca de 11 semanas. As crias tornam-se independentes aos 6–9 meses. Vive geralmente em pares ou pequenos grupos familiares.
Estatuto de Conservação
Classificado como Pouco Preocupante (LC) pelo Livro Vermelho dos Mamíferos de Portugal Continental (2023). A população é estimada em mais de 10 000 indivíduos maturos, com tendência em expansão. A dimensão média do território é de cerca de 3 km². A espécie é cinegética em Portugal. Incluído no Anexo III da Convenção de Berna.
Ameaças
Não existem grandes ameaças a esta espécie em Portugal. As pressões mais localizadas incluem a destruição do habitat por incêndios florestais, os atropelamentos e as ações de controlo de predadores sem fiscalização do número limite de animais abatidos.